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Quando a dor do outro torna-se nossa

A solidariedade gerada diante de uma comoção pode permanecer no cotidiano se as pessoas se mantiverem abertas ao diálogo e notarem o outro
postado por jornalismo em   19/01/2017

Por Rúbia Costa

dor-do-outroNo final do ano passado, o Brasil e o mundo foram tomados por um sentimento de tristeza quando o avião da LaMia, que levava jogadores da Chapecoense para disputar a final da Copa Sul-Americana, caiu matando 71 das 77 pessoas que estavam no voo. Dentre eles estavam tripulantes, jogadores, comissão técnica, diretoria e profissionais da imprensa.

Além do sentimento de tristeza, o que se observou foi uma grande solidariedade com a dor do outro. Times de futebol, programas de televisão, pessoas nas ruas, celebridades, todos unidos em uma só corrente: Força Chape. A cada nova notícia, a esperança em ser coisa boa. E quando não era, todo mundo se colocava no lugar dos parentes das vítimas, sentindo sua dor, angústia.

Mas, por que uma tragédia dessas causa tamanha comoção nas pessoas? Devido ao fato de se tratar de um time de futebol pequeno que há tempos estava tentando alcançar o sucesso e que, quando estava chegando ao topo, foi atingido por uma fatalidade dessas acabando com tudo,nos deixou claro que a vida é um sopro, ainda mais por grande parte das vítimas serem jovens. Isso gera uma comoção maior diante do futuro promissor que eles tinham pela frente. A capacidade de se colocar no lugar do outro (empatia) diante de uma tragédia com essa proporção mostra a espírito de solidariedade, pois pensamos que poderia ser com a gente ou com pessoas que conhecemos.

Nas tragédias o ser humano se depara com a única coisa que não lutar: a morte. Diante da morte, as pessoas buscam um novo sentido para a vida e mudam suas posturas. A vontade de ajudar revigora a fé que os seres humanos têm. A solidariedade gerada diante de uma comoção pode permanecer no cotidiano se as pessoas se mantiverem abertas ao diálogo e notarem o outro.

 

Rúbia Costa é psicóloga especializada em Recursos Humanos e Desenvolvimento Organizacional. Atualmente trabalha na APAE de Campos do Jordão e de Sapucaí Mirim, além de atender no consultório particular.


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