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Birra: Como lidar com ela?

Existem algumas dicas que podem acalmar as crianças e evitar que os pais percam o controle da situação
postado por jornalismo em   19/05/2016

Por Rúbia Costa

birraQuem é pai/mãe com certeza já se deparou com alguma cena de birra de seus filhos (se jogar no chão, espernear, emburrar) seja porque querem muito alguma coisa ou pelo fato de quererem atenção.

A birra e as explosões de raiva são comuns entre as crianças pequenas, especialmente entre um e três anos, podendo se estender até os seis anos em alguns casos.

E o que é birra? A birra é uma resposta emocional intensa da criança a algo que a frustrou ou que ela pensa que vai frustrar. A birra pode envolver choro, gritos, se jogar no chão, ficar paralisado, ficar mudo, agredir-se, agredir alguém, morder, unhar, parar de comer, enfim, um show de horrores para a maior parte dos pais.  As reações variam de criança para criança, assim como a intensidade.

Essas situações acontecem porque a criança não tem maturidade suficiente para lidar com a frustração e com isso acabam explodindo. A explosão vem em forma de choros incontroláveis, gritos e movimentações intensas difíceis de conter. Em algumas situações a criança testa o limite dos pais para descobrir até onde pode chegar.

E como lidar com esses ataques? Infelizmente não há uma fórmula mágica para isso, mas algumas dicas podem ajudar. São elas:

– Manter a calma, não esquecendo que você é exemplo para seu filho. Quanto mais calma ficar, mais rápido a situação se resolverá;

– Não gritar;

– Nunca. Jamais bater no filho;

– Desviar o foco da criança. Como ela esta nervosa, evite conversar muito com ela. Até os 5 anos a criança não consegue manter sua concentração nas palavras por mais de 30 segundos;

– Quando perceber que a criança esta mais calma, dê um abraço para mostrar a ela que tudo esta bem.

No caso de ultrapassar os seis anos e seu filho ainda continuar tendo ataques de birra constantes, é melhor procurar a ajuda de um especialista. Pode ser que ele esteja sofrendo por um acontecimento recente ou com algum problema. Por exemplo, mudança de casa, de escola, a morte de um parente ou de animal de estimação, a separação dos pais e até mesmo a falta de diálogo em casa podem atrasar o desenvolvimento da criança.  Essa é uma das maneiras dele pedir socorro.

 

Rúbia Costa é psicóloga especializada em Recursos Humanos e Desenvolvimento Organizacional. Atualmente trabalha na APAE de Campos do Jordão e de Sapucaí Mirim, além de atender no consultório particular.


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