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Ciúmes x Ciúmes patológico

Parte da natureza humana, o ciúmes, quando bem administrado, pode trazer benefícios. Caso contrário, pode ser o fim de qualquer relação
postado por jornalismo em   12/02/2016

 

Por Rúbia Costa

 

ciume

Foto: Divulgação/Bolsa de Mulher

Há pouco tempo, nos deparamos nas redes sociais e no whatsapp com um vídeo da cantora Ivete Sangalo com ciúmes do seu marido durante um show que ela fazia. Isso mostra que o ciúmes (na medida certa) é algo comum entre celebridades e anônimos, gente mais jovem e mais velha, etc.

 

O ciúmes não é apenas relacionado ao namorado (a), marido, esposa. Pode ser por um(a) amigo(a), irmão (ã), pais, colegas de trabalho. Mas até que ponto o ciúme pode ser considerado saudável e quando ele é considerado patológico?

 

O ciúmes é uma inquietação mental causada por suspeita ou receio de rivalidade no amor ou em outra aspiração, às vezes não associado a sentimentos entre pessoas, e sim ao apego exagerado a algum bem material não querendo partilhá-lo com outras pessoas. Não é uma emoção simples, e sim uma variedade de emoções que podem aparecer sozinhas ou em grupos, as quais são: inveja seguida de raiva, ódio, pena, vingança, tristeza, culpa, inferioridade, orgulho, medo e ansiedade.

 

Sentir ciúmes é normal quando surge em resposta a uma situação real, com duração limitada a um tempo que nem sempre é definido, mas certamente limitado. Pode ser positivo ou negativo. Quando relacionado ao sentido de cuidado ou zelo por alguém, é algo benéfico. Quando há o desejo de que a pessoa amada não se relacione com outras pessoas, ou controle excessivo (por exemplo, suspeita permanente de traição), o ciúmes pode transformar-se em patológico ou paranoia.

 

No ciúmes patológico há sempre a ameaça de um rival, bem como o desejo de controle total sobre o comportamento e sentimentos do outro. Tem como características ser exagerado, sem motivo aparente que o provoque, deixando o ciumento inseguro, transformando-o em um controlador, podando qualquer atividade que o parceiro(a) queira fazer sem que ele esteja presente.

 

O ciúmes patológico faz com que a pessoa cheque toda hora o celular do parceiro (a) para saber quem ligou ou pra quem ligou, queira saber com quem e aonde foi, pra quem esta olhando na rua, quem enviou determinado e-mail, nas redes sociais quer sabe o porque determinada pessoa é amigo, se tem algum atraso é motivo de intermináveis brigas e questionamentos. Por mais que o ciumento tente aliviar seus sentimentos, nunca estará satisfeito, permanecendo o mal estar da dúvida.

 

Existem algumas maneiras de controlar o ciúmes, que são:

Limitar-se aos fatos: antes de entrar em uma crise de ciúmes, analise a situação e veja se não são coisas da sua imaginação.

Autoconhecimento: ajuda a entender o que faz sentir ciúmes, se é normal ou não.

Controlar o impulso de brigar: principalmente quando a raiva esta aflorada. Pense muito antes de surtar, pois às vezes é apenas sua cabeça criando várias historinhas imaginárias.

Conversar com o (a) parceiro (a): o diálogo é algo imprescindível em qualquer relacionamento. Se algo esta incomodando, converse. Exponha o que esta sentindo, seus pontos de vista, o que incomoda. Quem sabe assim vocês conseguem chegar a um bom entendimento.

 

Em alguns casos há a necessidade de tratamento psicoterapêutico quanto medicamentoso, pois abrange tanto o lado emocional quanto o físico.

 

O ciúmes faz parte da natureza humana e, quando bem administrado, pode até trazer benefícios para a relação. No entanto, quando torna-se doentio, sem controle, pode ser o início do fim de qualquer relação.

 

 

 

Rúbia Costa é psicóloga especializada em Recursos Humanos e Desenvolvimento Organizacional. Atualmente trabalha na APAE de Campos do Jordão e de Sapucaí Mirim, além de atender no consultório particular.


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